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ROTA AQUILINO RIBEIRO
Viseu Republicano
XX
Aquilino
Ribeiro (1885 – 1963) -
Verdadeiro “homem de acção”, um
tipo social que o princípio do
século XX muito exaltou,
adere por completo às
movimentações republicanas, quer
através de um posicionamento pela
escrita,
quer através da participação em
actividades que acabam por
levá-lo à cadeia.
1902 –Aquilino chegava de Soutosa,
além do Rio Paiva, das terras
agras que ele havia de chamar
“Terras do Demo” tinha então 17
anos e era estudante. Viria em
breve o tempo de andar por seca e
meca. Mas sempre que voltava ao
chão da Beira, Aquilino fazia
pouso em Viseu. Foi então que
fez, na cidade, a sua roda de
amigos.
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Esta Rota começa na R. do Arco, junto à
Porta dos Cavaleiros
por onde Aquilino Ribeiro (1885 – 1963) terá
entrado pela primeira
vez em Viseu. Segue-se pelo Largo Mouzinho
de Albuquerque até à R. Direita onde,
subindo as Escadinhas
da Sé e torneando a Catedral, se chega ao
Adro da Sé, onde se
situa o Museu Grão Vasco. Passando pelo
Largo Pintor Gata e
descendo a R. Nunes Carvalho acerca-se do
Jardim das Mães onde à esquerda se
encontra o Museu
Almeida Moreira. Chegados ao centro actual
da Cidade, no Rossio,
a Rota convida a uma pausa de descanso no
Parque da Cidade com
o nome do autor. Depois, voltando ao
Rossio, segue-se pela R. Formosa,
pela R. João Mendes e R.
Maria do Céu Mendes, alcançando-se o
Paço do Fontelo,
onde Aquilino Ribeiro esteve preso e de onde
se evadiu.
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Duração da
Rota aprox. 2:30 Horas. Distância a percorrer:
+/- 2,5km
A NÃO PERDER
Sé Catedral
“A isolá-lo do mundo tivera, como redoma
espiritual, aquela austera e silente praçazinha, a que
formavam amparo a Sé de frontaria compósita e rotundos
campanários, o paço dos três escalões em granito de
fortaleza, a Misericórdia com a escalinata e torres
aladas, e o aljube, agora oficina , de panos amarelos e
terraço de ameias. ”
In “O Homem que Matou o Diabo”, p. 40
Museu Grão Vasco
“Ainda aquela montanha, toda em silharia, que se
ergue sobre o bairro como um severo e imponente morrião,
não é pedra morta. Francisco Almeida Moreira, um destes
homens que tiveram o dom de “Engenho e Arte”, tocou-a
com a varinha de condão, e essa mole, o Museu Grão
Vasco, é hoje um dos relicários de arte mais curiosos de
Portugal”. “In Arcas Encoiradas”, p.179
Casa Museu Almeida Moreira
“A Sua Casa, com o velho Bernardo, ecónomo,
mordomo, era o caravansará de quantos em Portugal
honravam as letras e as artes. Por amizade, primeiro,
depois em boa estratégia, tinha ali Almeida Moreira
liberal mesa e a albergaria certa. Quem resiste a um
vinho do Dão, na justa idade (…)?”
In “Arcas Encoiradas”, p.190
Parque Aquilino Ribeiro
Parque da cidade que por homenagem ao escritor tomou o
seu nome. No parque encontrará a capela de Nossa Senhora
da Vitória, século XVII.
“A capelinha, que existia no topo do Rossio (…) mais
se recomendava pela sua modéstia prazenteira, do que
pela arquitectura, fachadazinha em estilo severo, com
duas colunas à banda do pórtico, corroídas pelo salitre.
Merecia, no entanto, que se deslocasse dali para sítio
onde continuaria como raiozinho de sol pálido a irradiar
a sua ternura simples.”
In “Arcas Encoiradas”, p.184
Paço do Fontelo (A Cadeia)
Aquilino entrou no Paço (hoje Solar do Dão) em 1927,
quando nele havia um espaço de prisão. Inquieto com o
destino da nação, aproveita a circunstância de uma
revolta do regimento de Pinhel, intenta de novo a acção
cívica, mas é preso em Contenças, no concelho de
Mangualde. E com o companheiro, Dr. António Gomes Mota,
dá entrada no presídio do Fontelo. Ajudado por amigos
conseguiu evadir-se a 15 de Agosto.
Não perca a oportunidade de conhecer o Parque do Fontelo,
lugar de percursos botânicos, de lazer, deleite e
cultivo do corpo e da mente.
ANIMAÇÃO
DA ROTA EM VISEU
Jogos de dinâmica de grupo / Gincana (Parque
Aquilino Ribeiro ou Fontelo - A Fuga de Aquilino)
Peddy Fotográfico (Descobrir as paisagens descritas por
Aquilino.)
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