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ROTA AMOR DE
PERDIÇÃO
Viseu Romântico do
séc. XIX
Viseu, cidade
beirã de lendas e paixões, foi o
local escolhido por Camilo
Castelo Branco, para o desenlace
da história do “Amor de
Perdição”, entre casas
solarengas e jardins escondidos.
“Amor de Perdição” (1862)
é uma história intemporal de
ódios e amores, de segredos
murmurados e paixões declamadas.
É uma das obras literárias de
referência do ultra-romantismo português, uma
história de amor eterno entre Simão
Botelho e Teresa Albuquerque.
Camilo Castelo Branco (1825 - 1890) - É o grande
romancista do Romantismo
português. Magistral nos lances arrebatados
e místicos da paixão exacerbada, dos laços
familiares conflituosos, assim como na sátira
social.
“Folheando os livros de antigos
assentamentos no cartório das
Cadeias da relação do Porto, li,
no das entradas
dos presos desde 1803 a 1805, a
folhas 232 o seguinte: Simão de
António Botelho, que assim diz
chamar-se, ser solteiro, e
estudante na Universidade de
Coimbra, natural da Cidade de
Lisboa, e assistente na ocasião
de sua
prisão na cidade de Viseu…”
“Amor de
Perdição”, Introdução.
“(…) receando o velho (pai de Teresa)
algum incidente no espaço de tempo
que mediava até se conseguirem
as licenças, resolveu não ter consigo
Teresa, e solicitou a retenção
temporária dela num convento de Viseu.”
In “ Amor de
Perdição”
Cap. VII – pág. 72
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Esta Rota tem como centro o Largo Mouzinho
de Albuquerque onde
se pode observar o local que foi
cenário do filme baseado no livro
“Amor de Perdição” de
Camilo Castelo Branco pelo cineasta Manoel
de Oliveira.
Inspirados por histórias de fidalguias,
visitaremos também
outros solares dispersos pela cidade e
igrejas que ilustram uma época de
grande riqueza onde o
Barroco mostra a sua exuberância.
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Duração da
Rota aprox. 2 Horas. Distância a percorrer:
+/- 2km
A NÃO PERDER
Solar dos Albuquerques
É costume ligar a Casa do Arco ao “Amor de
Perdição”, publicado em 1862. Em Viseu, os Albuquerques
do Arco e a sua nobre casa foram um dos palcos do drama.
Seria a casa de Tadeu de Albuquerque, pai de Teresa, a
malograda heroína da trágica história de amor. Tudo não
passou de pura fantasia. Contra a identificação de
algumas personagens com os fidalgos do Arco se insurgiu
mesmo, o então Senhor da Casa, D. António de
Albuquerque, que escreveu a Camilo, perguntando-lhe com
que direito se servira do nome de sua família.
Respondeu-lhe o escritor que fora simples coincidência,
porque só os
nomes de sua (dele, Camilo) família, - os Botelho, caso
de seu tio Simão – eram verdadeiros e todos os demais,
incluído os “Albuquerque”, eram pura fantasia. Mas a
ideia ficou. E o facto de, posteriormente, cineastas ali
terem filmado algumas cenas, veio reforçar a imaginação
popular.
Sobre este assunto, leia-se Manuela de Azevedo, “Amor de
Perdição” , in Beira Alta Viseu, 1955, Vol XIV, fasc. I
e II.
Este Solar, Casa do Arco, Solar dos Fidalgos do Arco ou
Solar dos Albuquerques é hoje a Escola Secundária Emídio
Navarro. Do Solar do século XVIII, de realçar no
interior, os azulejos barrocos que envolvem a escadaria
e o brasão dos Albuquerques sobre a porta central. No
final do séc. XIX foi aí oferecida uma solene recepção à
última Rainha de Portugal, D. Amélia.
Fonte de S. Francisco
“Anda o chafariz desde 1861 ligado à aura
camiliana do “Amor de Perdição”. Com efeito pretende a
tradição popular situar ali a monumental cena de
pancadaria, quando Simão Botelho, sob o olhar aflito de
Teresa de Albuquerque, “armado em fueiro que descravou
de um carro, partiu muitas cabeças” e escaqueirou todos
os cântaros, em desforço de um seu criado, espancado por
populares.” (…)”
Alexandre Alves in Revista Beira Alta
Mandada erguer por António de Albuquerque, fidalgo do
Arco, a sua arquitectura pertence ao primeiro barroco,
onde se evidencia a imagem de S. Francisco de Assis.
Pode-se também admirar o brasão da casa real portuguesa
na
zona central e nas costas o azulejo do brasão das armas
de Viseu O Chafariz que lhe deu origem foi construído no
século XV, datando do século XVIII – 1741-1743 a sua
forma actual.
D. Miguel da
Silva, Bispo de Viseu, senhor de uma vasta cultura
humanista constitui-se, depois do seu regresso de Roma,
como um dos mais prestigiantes mentores estéticos do
novo estilo – o renascimento. A ele é dedicado “O
Cortesão”, uma das obras de referência do humanismo,
escrita em 1528, por Baltazar Castiglione. Um manual do
perfeito cavalheiro renascentista, a quem se exige ser
culto, elegante e hábil.
Convento do Bom Jesus - Terreiro das Freiras
Arquitectura religiosa, maneirista, barroca.
Convento beneditino do séc. XVII, é hoje o Lar-Escola de
S. António. O Convento tem ligação directa à capela de
devoção a S. António, datada do séc. XVII-XVIII, de
decoração tipicamente barroca, onde se destacam os
painéis de azulejaria e o aspecto conventual marcado
pela
grade que separava as beneditinas do mundo exterior.
ANIMAÇÃO
DA ROTA EM VISEU
Orientação/ Peddy Paper (Ao encontro dos Solares de
Viseu)
Peddy fotográfico (À descoberta do Amor de outrora.
Entre no jogo e descubra os recantos de perdição da
Cidade)
Jogos tradicionais
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